Aprenda competências e habilidades cruciais para ser um bom líder


Elisângela Dias
Elisângela Dias
Gestora de Recursos Humanos

As atitudes de um bom líder são frutos de uma elevada inteligência emocional, segundo o consagrado autor Daniel Goleman. Através da inteligência emocional, um bom líder torna-se capaz de mudar seu estilo de liderança quando necessário. Aprenda a seguir como se tornar um bom líder!

Para nos tornarmos bons líderes, é necessário desenvolver habilidades específicas que podem ser classificadas em conjuntos de competências pessoais e sociais, além de habilidades importantes. Confira:

Competências pessoais

autoconhecimento

Autoconhecimento

Esta é a capacidade de conhecer os próprios estados interiores, seus valores mais importantes e agir de acordo com eles. Esta é uma competência considerada essencial para um bom líder. Há algumas capacidades que contribuem para aumentar o autoconhecimento, entre elas estão:

A percepção emocional, que permite à pessoa reconhecer a emoção que está sentido e sua causa. Através da percepção emocional, também é possível perceber as conexões entre pensar, sentir e agir.

A autoavaliação faz com que a pessoa possa reconhecer seus pontos fortes e fracos, além de aumentar sua capacidade de reflexão e abertura a críticas.

Outra capacidade valiosa é a autoconfiança, que diz respeito ao reconhecimento das próprias capacidades. O líder que possui esta competência se apresenta de forma segura, decidida e não tem medo de entrar em conflitos de opinião quando acredita que está certo.

Autocontrole

Diz respeito à capacidade de frear os impulsos por causa de um objetivo. O autocontrole é a base da força de vontade, segundo Goleman. Fundamentado na consciência das emoções, é a capacidade de resistir aos impulsos de forma equilibrada.

Um bom líder possui integridade emocional e age de forma ética. Desta forma, ganha a confiança dos outros através de suas posições equilibradas.

A responsabilidade surge como competência de quem assume seus atos e decisões, tornando possível cumprir os compromissos acordados previamente. Através da responsabilidade, a pessoa acaba por se tornar organizada e cuidadosa no trabalho.

A competência da adaptabilidade permite ao líder manter o equilíbrio emocional, apesar das mudanças nas circunstâncias.

Motivação

É a capacidade de persistir, apesar de eventuais frustrações que possam ocorrer. Também diz respeito à capacidade de motivar os outros, ou de despertar a motivação no outro.

A iniciativa surge como a capacidade de entrar em ação, independente de solicitação. As pessoas com iniciativa evitam perder oportunidades de agir, possuem energia suficiente para aceitar novas responsabilidades e conseguem mobilizar outras pessoas para a ação.

O comprometimento diz respeito à capacidade de alinhamento com os objetivos da organização. Pessoas comprometidas são mais atenciosas, além de serem mais dispostas a assumirem responsabilidades.

Um líder comprometido é capaz de se tornar uma fonte de inspiração para os colaboradores.

O otimismo é caracterizado por uma forte esperança de que tudo correrá bem, apesar dos possíveis obstáculos. Segundo Goleman, o otimismo é capaz de nos proteger da apatia, desesperança e da depressão.

O otimismo, quando realista, é essencial para a liderança, sendo capaz de criar motivação em uma equipe.

Competências sociais

empatia

Empatia

A empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. É uma competência alimentada pelo autoconhecimento. Ou seja, quanto mais entendemos nossas emoções, maior é a nossa compreensão dos outros.

Pode ser considerada como uma aptidão fundamental para as competências sociais.

No contexto da liderança, o interesse pelo desenvolvimento de outros colaboradores está intimamente relacionado com a empatia. Através desta competência, o líder é capaz de identificar as necessidades de desenvolvimento das pessoas. Desta forma, pode direcionar as tarefas de forma a criar o estímulo certo para melhorar as aptidões de cada um.

A capacidade de se tornar um radar emocional e compreender o ponto de vista dos outros, suas sensibilidades e sinais emocionais é essencial para um bom líder. Apenas através dessa capacidade é possível se tornar um líder com interesse ativo pelas necessidades da equipe.

Uma boa capacidade de leitura dos relacionamentos de poder é crucial para um líder ser classificado como um bom líder.

Esta competência permite que o líder entenda rapidamente os relacionamentos mais importantes dentro da organização, compreenda como e por que as opiniões são formadas e quais as realidades dentro e fora da empresa que afetam as ações dos clientes.

Saber conviver com a diversidade é uma condição básica para que o trabalho em equipe seja eficaz. Equipes multidisciplinares são cada vez mais comuns. O líder deve servir de exemplo nesta questão.

O respeito pela diversidade também é uma competência essencial para um bom líder. Respeitar, compreender e saber conviver com pessoas de origens e visões diferentes, serve de base para o comportamento esperado de um bom líder.

Ao mesmo tempo em que deve ser contra qualquer forma de intolerância ou preconceito.

A orientação para servir e atender faz com que a pessoa tenha o pensamento voltado para conciliar as necessidades da empresa, com as necessidades individuais dos colaboradores.

Em função desta forma de pensar, essas pessoas procuram sempre por novos meios de satisfazer os clientes, sua equipe e superiores. Através desta orientação, um bom líder consegue captar a perspectiva de cada um, atuando como um solucionador de problemas.

Habilidades sociais

habilidades sociais

Estas são as competências que permitem que um líder construa bons relacionamentos, sirva de inspiração para os outros, além de ser capaz de convencer e persuadir.

Ser um bom ouvinte e saber se expressar de forma clara são aspectos da capacidade de comunicação. Assim, um bom líder promove a comunicação sem obstáculos, procura lidar de forma direta com questões delicadas, se mantendo receptivo para qualquer tipo de informação.

Ser um incentivador de mudanças faz com que o líder seja capaz de questionar como as coisas são feitas dentro de uma organização.

Enfrentar os obstáculos que podem existir, projetar e especificar o papel de cada colaborador durante um processo de mudança são alguns dos aspectos de um líder incentivador de mudanças.

A influência é a capacidade que permite que o líder consiga obter apoio e consenso.

John Maxwell, outro famoso autor da área, define liderança como a capacidade de influenciar pessoas. Capazes de atrair a atenção da maioria das pessoas em suas apresentações, um bom líder é um especialista na arte de convencer os outros.

A capacidade de lidar com conflitos de forma satisfatória faz com que o líder se torne um mediador confiável.

Adotar a perspectiva de cada um dos lados do desacordo, sem perder de vista os objetivos da organização, é uma arte que deve ser dominada pelos bons líderes.

É extremamente importante que um bom líder saiba criar rapport (forma de estabelecer contato com a outra pessoa). Seja através de contato visual ou por bom conhecimento da comunicação não-verbal, o rapport garante a manutenção de relacionamentos benéficos para todas as partes.

Atualmente, a capacidade de cooperação também se tornou uma necessidades para o líder. Já foi o tempo onde os líderes não colocavam a mão na massa.

A colaboração promove um clima agradável na equipe e eleva a confiança na capacidade de liderança.

Tornar-se um bom líder é um processo contínuo

A lista de competências apresentadas no artigo está longe de ser definitiva. Também entendemos que algumas características podem ser facilitadas de acordo com o tipo de personalidade.

Mas se tornar um bom líder é um processo de aprendizado contínuo. O importante é dar o primeiro passo e continuar a jornada.

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Elisângela Dias
Elisângela Dias
Graduada em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Estácio de Sá em 2004. Pós graduada em Gestão de Projetos pela Universidade Cândido Mendes em 2007.